SMED Single Minute Exchange of Die
Por Markus Hofrichter
Você busca uma maneira de tornar a sua Estamparia mais eficiente? Gostaria de tornar a sua operação mais competitiva? Sim? Legal, com certeza o SMED dará uma ajuda para alcançar esta meta.
SMED (do inglês: Single Minute Exchange of Die); e a denominação para uma metodologia que mira na redução de tempo de set up (troca de ferramentas).
A meta é uma duração da troca na casa de uma fração de minutos. O termo “Set up” pode gerar confusão porque o set up ou a troca da ferramenta demora (olhando numa linha de tempo); conforme a figura abaixo:
COMEÇO FIM
SET UP
ÙLTIMA PEÇA BOA 1° PEÇA BOA
DO LOTE ANTERIOR DO LOTE SEGUINTE
E olha o processo como todo e não apenas a troca física da ferramenta. A diferença é que não meramente a troca em si determina a duração , mas também atividades periféricas como, por exemplo, disposição de material do lote seguinte, procurar ferramentas auxiliares para executar o set up, ajuste de máquinas e etc; ou seja, todo o tempo que a máquina fica parada e não trabalha.
Em média tem o seguinte quadro:
A Preparação 30%
( dispor material, ferramentas etc.)
A Troca física da Ferramenta 5%
Centralizar,fixar a Ferramenta 15%
Tryout e ajustes 50%
do tempo total.
Objetivo do SMED é a redução de estoques e materiais em processo através de set up das máquinas para o novo produto sem interromper o fluxo de produção.
Como aplicar:
SMED é aplicado em diversas etapas iterativas, começando a reduzir o tempo com melhorias organizacionais (p.ex. organizar os materiais próximos ao local de trabalho, deixar ferramentas auxiliares à disposição rápida), no primeiro instante e depois com atividades técnicas. Para minimizar os custos da implantação, faz necessário seguir nesta seqüência:
Começar com a organização e somente depois procurar soluções técnicas.
A experiência demonstra que cada passo resulta em redução do tempo entre 50 a 60% ao passo anterior.
Investimentos maiores ocorrerão assim, se ocorrerão somente numa data muito mais tarde.
As fases de implementação - SMED é implementado em 5 fases:
1-) Separação das atividades internas e externas:
Atividades internas são todas que somente podem feitas com a máquina parada; p.ex. a troca física de ferramenta.
Atividades externas – ao contrário – podem ser realizadas enquanto o equipamento ainda produz (disponibilizar materiais, embalagens, ferramentas auxiliares, etc.).
Na prática se observa, que não há procedimentos claramente definidos ou seguidos, e cada troca aconteça de maneira diferente. A fase 1 do SMED foca então na melhoria da organização do trabalho, sensibilizando todos os envolvidos de identificar perdas desnecessárias causadas pela organização e a tomada de ações para reduzi-las.
Resultados muito bons foram obtidos na prática, criando grupos interdisciplinares, equipados com filmadora e documentado o set up do começo ao fim. Depois em Workshop’s, junto com pessoas diretamente envolvidas é discutida a situação real documentada e desenvolvidas propostas alternativas.
2-) Transformar atividades internas em externas:
Praticamente tirar todos os processos possíveis daquela parte de tarefas que são atualmente feitas com equipamento parado; p.ex. a ferramenta seguinte já pode ser preparada e trazida até o equipamento com ele operando.
Nesta fase já vão aparecer os primeiros ganhos de carga máquina.
3-) Melhoria e padronização das atividades internas e externas:
É de extrema importância documentar o processo melhorando através de uma descrição detalhada “como executar” a tarefa e estabelecer um tempo padrão. Esta documentação serve como base para futuras melhorias, medição do desempenho e treinamento dos funcionários.
4-) Eliminação de ajustes
O lema é: “Faça certo na primeira vez”. Tendo p.ex. todas as ferramentas com altura padronizada, placas com parâmetros fixados na própria ferramenta, aplicado batentes, pinos pilotos ou guias evita ajustes e reduz o tempo de execução do set up.
5-) Paralelização de trocas:
Significa que ao mesmo tempo serão feitas atividades em paralelo em vários equipamentos ou até trabalhar com mais que uma pessoa no set up.
Esses passos se repetem diversas vezes, até o objetivo de executar o set up na faixa de uma fração de minuto estará atingido.
Técnicas aplicadas para diminuir o tempo da troca são, por exemplo:
- Padronizar dimensões das ferramentas (largura, altura, comprimento);
- Padronizar atividades (encontrar a melhor maneira de execução e definir como padrão para todos);
- Eliminação de ajustes;
- Usar grampos pneumáticos ou hidráulicos no lugar de parafusos;
- Organização do local de trabalho (tudo que for preciso para a troca deve ser encontrado o mais perto possível da máquina, como matéria-prima, embalagens, ferramentas, etc.).
Markus Hofrichter
Diretor da Engenharia Industrial e Manutenção Geral